Walther Negrão é um dos autores mais antigos em atividade. Acho que mais antigo que ele só o Lauro César Muniz. Está há 30 anos escrevendo novelas para o horário das 18hs e 19hs. Algumas de sucesso com Tropicaliente, Top Model, Fera Radical, Chega Mais e Era uma vez. Ontem, Negrão estreou seu mais novo trabalho: Flor do Caribe, com Grazi Massafera, Henri Castelli e Igor Rickli nos papéis principais, o que aparentemente já é uma desvantagem se considerarmos que tínhamos Marjorie Estiano, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Thiago Fragoso como protagonistas da trama anterior, estes, excelentes atores.
Flor do Caribe já se mostra como um retorno ao novelão típico do horário. Após uma sequência de tramas com ares de inovação (Cordel Encantado, A Vida da Gente, Amor Eterno Amor e Lado a Lado), podemos esperar um folhetim tradicional, como já mostrou este primeiro capítulo. Um casal apaixonado que será ameaçado pelo vilão rico que se faz de amigo. E aí, se tanto reclamamos da repetição de Glória Perez em suas tramas, é bom lembrar que esse mote já foi usado em outras tramas de Negrão como Tropicaliente, Como Uma Onda e Desejo Proibido. Este primeiro capítulo foi todo focado nos protagonistas e apresentou de forma clara o conflito que deve permear toda a trama: O desejo de Alberto separar Cassiano e Ester. Ainda não fomos apresentados a todo o elenco, mas já é possível comemorar as presenças de Bete Mendes, Juca de Oliveira, Angela Vieira, Sérgio Mamberti, Cacá Amaral e a grande Laura Cardoso. O trio de protagonistas, me parece fraco e pouco carismático. Embora Grazi já mostre uma boa evolução com relação a seus trabalhos anteriores, Henri e Igor ainda não disseram a que vieram. E sinto que teremos uma sensação de dejávu com a repetição de tantos atores de Avenida Brasil em cena: Débora Nascimento, José Loreto, Bruno Gissoni, Juca de Oliveira, Ailton Graça e Thiago Martins.
A fotografia é belíssima e deixa a trama com um ar leve e solar, fazendo um contraponto à antecessora Lado a Lado, que eu achava escura demais no início. Deu muita vontade de conhecer as praias do Rio Grande do Norte. A direção está caprichada, assim como cenários e figurinos, e de certa forma não se espera algo diferente dentro do padrão Globo, que tem buscado investir pesado no horário das 18hs. A trilha sonora está de muito bom gosto com nomes como Marcelo Jeneci, O Teatro Mágico, Isabela Taviani, Alceu valença, Elba Ramalho entre outros. O texto soou algumas vezes clichê, principalmente nas cenas apaixonadas do casal central. Mas revendo essas cenas eu acabei me perguntando: Quem não é clichê quando está apaixonado? Não sei vocês, mas eu sou. Como já falei, ainda vimos pouquíssimo das tramas paralelas, que são de importância vital para o andamento da trama e muitas vezes superam o núcleo central. Acredito que podemos ter boas surpresas vindo daí.
Resumo da ópera: A novela não trouxe nada de novo. É uma história que já foi contada, mas diferentemente do que ocorre com Glória Perez, Negrão sabe dar outras cores e temperos na sua receita. Não acredito que vai ser um mega sucesso de público e crítica (como foi Cordel Encantado), mas acho que pode ser um folhetim agradável e de entretenimento despretensioso. Não será especiaria, mas quem sabe, um feijão com arroz bem saboroso.
Flor do Caribe já se mostra como um retorno ao novelão típico do horário. Após uma sequência de tramas com ares de inovação (Cordel Encantado, A Vida da Gente, Amor Eterno Amor e Lado a Lado), podemos esperar um folhetim tradicional, como já mostrou este primeiro capítulo. Um casal apaixonado que será ameaçado pelo vilão rico que se faz de amigo. E aí, se tanto reclamamos da repetição de Glória Perez em suas tramas, é bom lembrar que esse mote já foi usado em outras tramas de Negrão como Tropicaliente, Como Uma Onda e Desejo Proibido. Este primeiro capítulo foi todo focado nos protagonistas e apresentou de forma clara o conflito que deve permear toda a trama: O desejo de Alberto separar Cassiano e Ester. Ainda não fomos apresentados a todo o elenco, mas já é possível comemorar as presenças de Bete Mendes, Juca de Oliveira, Angela Vieira, Sérgio Mamberti, Cacá Amaral e a grande Laura Cardoso. O trio de protagonistas, me parece fraco e pouco carismático. Embora Grazi já mostre uma boa evolução com relação a seus trabalhos anteriores, Henri e Igor ainda não disseram a que vieram. E sinto que teremos uma sensação de dejávu com a repetição de tantos atores de Avenida Brasil em cena: Débora Nascimento, José Loreto, Bruno Gissoni, Juca de Oliveira, Ailton Graça e Thiago Martins.
A fotografia é belíssima e deixa a trama com um ar leve e solar, fazendo um contraponto à antecessora Lado a Lado, que eu achava escura demais no início. Deu muita vontade de conhecer as praias do Rio Grande do Norte. A direção está caprichada, assim como cenários e figurinos, e de certa forma não se espera algo diferente dentro do padrão Globo, que tem buscado investir pesado no horário das 18hs. A trilha sonora está de muito bom gosto com nomes como Marcelo Jeneci, O Teatro Mágico, Isabela Taviani, Alceu valença, Elba Ramalho entre outros. O texto soou algumas vezes clichê, principalmente nas cenas apaixonadas do casal central. Mas revendo essas cenas eu acabei me perguntando: Quem não é clichê quando está apaixonado? Não sei vocês, mas eu sou. Como já falei, ainda vimos pouquíssimo das tramas paralelas, que são de importância vital para o andamento da trama e muitas vezes superam o núcleo central. Acredito que podemos ter boas surpresas vindo daí.
Resumo da ópera: A novela não trouxe nada de novo. É uma história que já foi contada, mas diferentemente do que ocorre com Glória Perez, Negrão sabe dar outras cores e temperos na sua receita. Não acredito que vai ser um mega sucesso de público e crítica (como foi Cordel Encantado), mas acho que pode ser um folhetim agradável e de entretenimento despretensioso. Não será especiaria, mas quem sabe, um feijão com arroz bem saboroso.

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