terça-feira, 26 de março de 2013

Essas Mulheres...


Neste mês, comemoramos o dia Internacional da Mulher. Eu conversei com três representantes do sexo feminino que têm uma coisa em comum: todas se consideram pessoas bem-sucedidas naquilo que fazem, porque fazem com amor. A empresária Raquel Silveira, a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Redentor, Shirley Rangel, e a diretora do Centro de Artes Madeleine Rosay e presidente da CESDA (Clélia Serrano Dança e Arte), Clélia Serrano.




Raquel Silveira – Empresária

A empresária Raquel Silveira se formou em Direito, mas há 22 anos escolheu trabalhar com cosméticos e como ela mesma diz, foi onde se encontrou e se apaixonou. Hoje, ela trabalha com a Racco na região. Dentro desse mercado, ela conseguiu desenvolver outro trabalho do qual se orgulha bastante: Treinar pessoas: “Eu não apenas vendo o produto, mas treino as pessoas para terem condições de brigar no mercado de trabalho. Na verdade, eu me encantei muito mais com essa possibilidade de permitir que as pessoas se coloquem de forma mais agressiva no mercado, do que com a venda do produto propriamente dita.”
90% das pessoas que trabalham com Raquel são mulheres. E por isso mesmo ela diz que é preciso dosar firmeza e sensibilidade: “O tempo todo. A gente precisa ter números, mas precisa de carinho também. Se colocar no lugar do outro.”
O que mudou no perfil da revendedora de cosméticos hoje? Raquel afirma que a mudança veio no conhecimento do produto. “Hoje ninguém quer vender um produto por vender. As mulheres querem saber de que empresas estão falando, como é o produto e por aí vai.”, conta Raquel. Por fim, ela diz por que se considera uma mulher bem-sucedida: “Primeiro, porque eu amo o que eu faço. E segundo, porque através do meu trabalho eu consigo contagiar as pessoas e mudar a realidade delas.”




Shirley Rangel – Coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Redentor e assessora da direção da Unidade Campos.

Shirley Rangel atua em dois segmentos importantes da sociedade: Educação e Saúde. Ela é coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Redentor e faz uma bonita analogia entre as duas áreas: “Eu cuido de um livro como eu cuido de uma pessoa. As pessoas têm marcas, a gente leva cicatrizes. E o livro também. O livro que está íntegro na estante, sem uma página amassadinha, ele não exerceu a função que tinha que exercer.” Shirley conversou com o Mania de Saúde sobre educação e contou por que valoriza o professor primário: “É um herói. Forma o cidadão desde pequeno e não é reconhecido. E esse papel é basicamente exercido por mulheres.” Ela diz também que a atuação do professor de Ensino Médio é importantíssima, porque é quem forma os cidadãos. “Eu não formo cidadãos. Eu estou formando universitários que já são cidadãos. Eles já chegam à Universidade com uma história. E essa base precisa ser reconhecida.”, afirma. Com a projeção de crescimento do Brasil maior do que a de outras economias mais consolidadas, Shirley destaca também a importância do Ensino Técnico: “A gente não vai conseguir ter um bom desenvolvimento se não tiver bons profissionais. Não adianta só formar. É preciso formar com qualidade. E acima de tudo, pra ser bem-sucedido, tem que ter humildade. Saber que é preciso aprender a cada dia.”




Clélia Serrano – Diretora do Centro de Artes Madeleine Rosay e presidente da CESDA (Clélia Serrano Dança e Arte), que administra o Corpo de Baile do Trianon.

Clélia Serrano formou-se aos 13 anos, na Escola de Dança do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atuou no Corpo de Baile e como solista. Teve professores de renome, entre eles, Madeleine Rosay, que dá nome ao Centro de Artes que dirige. Recentemente, através da Oscip Clélia Serrano Dança e Arte, passou a dirigir também o corpo de baile do Teatro Municipal Trianon.
Em conversa com o Mania de Saúde, Clélia analisa que tanto hoje, quanto na época em que começou a carreira, existem dificuldades distintas para o artista iniciante: “Hoje o que mais dificulta é a falta de incentivo cultural.Tem muito bailarino, e pouco lugar para se trabalhar.” Para Clélia, a disciplina é fator fundamental na formação do artista. E aliar a delicadeza do balé com a firmeza de quem está à frente de um espetáculo não é tarefa das mais fáceis. “Eu brigo muito. Nesta época de espetáculo não se pode ter papas na língua. Aí fica todo mundo brigado comigo, chateado, mas depois que acontece o espetáculo todo mundo é só elogios. Tem que ter a firmeza. Quando eu brigo, eles sabem que é para o bem. E eu sei que eles gostam de mim”, conta. Clélia finaliza dando uma dica para ser bem-sucedido: “Fazer o que gosta. E com amor. Não é gostar porque dá dinheiro. É amar o que faz. E é por isso que eu me considero uma mulher bem-sucedida”.



Matéria publicada no Mania de Saúde, edição de março

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