Assisti ao primeiro capítulo de "Lado a Lado" com uma boa expectativa. Sempre que a Globo lança novos autores, eu me proponho a assistir ao trabalho com boa vontade. João Ximenes Braga e Cláudia Lage eram colaboradores de nomes consagrados como Gilberto Braga e Manoel Carlos. Agora partem para seu "voo solo em dupla".
O primeiro capítulo, mostrando apenas o elenco central, fez lembrar em alguns momentos, episódios pilotos de séries: a forma como os personagens foram se apresentando, as situações, os ângulos, a trilha; nada estava por acaso. O ponto forte dessa estreia foi a caprichada direção de arte: Cenários e figurinos deslumbrantes, enchendo os olhos de quem está assistindo. A abertura com o samba-enredo da Mangueira foi um achado.
A estreia foi centrada em Patrícia Pillar, Marjorie Estiano, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Isabela Garcia e Milton Gonçalves. Todos parecendo estar muito confortáveis em seus papéis. Estranhei um pouco a voz da Isabela, mais rouca que o normal, chegando a falhar algumas vezes. Merece atenção. Tivemos ainda participações pequenas de Caio Blat, Sheron Menezes e Zezeh Barbosa. As duas últimas, recém-saídas de "Aquele Beijo". Este aliás é um problema atualmente na Globo: A repetição de elencos.
A trama se passa num período muito importante pra se compreender a formação do espaço urbano carioca. Achei muito feliz a escolha dos autores por esse período histórico. O texto é bom, mas precisa abandonar alguns didatismos como "O carnaval é a festa da carne", etc. A iluminação também poderia ser mais clara; pouca luz nesse horário afasta o telespectador.
Há uma boa história pra se contar, uma boa direção e bons atores. O cuidado que se tem que tomar é com o ritmo. Mas "Lado a Lado", promete retomar o trilho de boas novelas das 18hs, que se iniciou com "Cordel Encantado", prosseguiu com "A Vida da Gente", mas foi abandonado pela fraca "Amor Eterno Amor".
O primeiro capítulo, mostrando apenas o elenco central, fez lembrar em alguns momentos, episódios pilotos de séries: a forma como os personagens foram se apresentando, as situações, os ângulos, a trilha; nada estava por acaso. O ponto forte dessa estreia foi a caprichada direção de arte: Cenários e figurinos deslumbrantes, enchendo os olhos de quem está assistindo. A abertura com o samba-enredo da Mangueira foi um achado.
A estreia foi centrada em Patrícia Pillar, Marjorie Estiano, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Isabela Garcia e Milton Gonçalves. Todos parecendo estar muito confortáveis em seus papéis. Estranhei um pouco a voz da Isabela, mais rouca que o normal, chegando a falhar algumas vezes. Merece atenção. Tivemos ainda participações pequenas de Caio Blat, Sheron Menezes e Zezeh Barbosa. As duas últimas, recém-saídas de "Aquele Beijo". Este aliás é um problema atualmente na Globo: A repetição de elencos.
A trama se passa num período muito importante pra se compreender a formação do espaço urbano carioca. Achei muito feliz a escolha dos autores por esse período histórico. O texto é bom, mas precisa abandonar alguns didatismos como "O carnaval é a festa da carne", etc. A iluminação também poderia ser mais clara; pouca luz nesse horário afasta o telespectador.
Há uma boa história pra se contar, uma boa direção e bons atores. O cuidado que se tem que tomar é com o ritmo. Mas "Lado a Lado", promete retomar o trilho de boas novelas das 18hs, que se iniciou com "Cordel Encantado", prosseguiu com "A Vida da Gente", mas foi abandonado pela fraca "Amor Eterno Amor".
