sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dia bom...

Hoje é um bom dia.

Porque acordei e tinha pão na mesa e café pronto. Tomei na minha caneca, que eu gosto bastante e foi minha tia que me deu no meu aniversário. É um bom dia porque me vesti com a polo que ganhei de amigo-oculto e ela fica muito bem em mim. Porque peguei um ônibus vazio pra ir pro trabalho. Porque ouvi Mercedes Sosa no caminho. Porque já fiz piada aqui no trabalho.

É um bom dia porque pessoas se foram e não sei mesmo até que ponto teria sido melhor se tivessem ficado. Porque segui em frente e agora meu coração está realmente livre. Porque tudo o que doeu ontem, não dói mais.

Porque tenho todas as ferramentas necessárias pra seguir em frente e ser feliz pra caramba.

É um bom dia.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alice

Alice não sabia.

Acordou numa manhã quente de verão e já não sabia mais. O que fazia no mundo. Aquela sensação de estranheza que a acompanhava mansa, desde a infância, de repente rasgou seu peito com garras afiadas e lentas. Se sentiu devassada e perdida, completamente aturdida. Olhava em volta e via a mediocridade ganhando espaço. A superficialidade havia se alastrado como um vírus global, e Alice sentia como se tivesse sido de um dia pro outro. Se olhava no espelho e não havia mudado.

Agora ela se dava conta.

Que nesses anos todos ela foi sobrevivendo, apenas. E Alice não queria mais sobreviver. Ela queria a liberdade, poder colocar pra fora a sensibilidade sem ser taxada como louca, dramática. Alice queria um amor de verdade, não os de filmes e novelas com frases perfeitas, mas um amor de final de dia, de poder se encontrar no olhar de alguém. E também se perder nesse olhar.

Alice queria asas.

E foi sentindo nojo do mundo, da realidade. E foi se sentindo suja, cada vez mais suja, a cada segundo mais suja. E Alice nasceu numa manhã de inverno, quando havia caído uma forte geada na madrugada de Curitiba. E a cidade amanheceu branca, cristalina. Alice nasceu numa manhã de cristal, era a história que sua avó Lu contava.

Quando Alice partiu, no meio de uma tempestade de verão, no final da tarde, ela não desistiu de viver. Ela partiu pra ganhar asas. Ela se foi pra viver. Porque estava cansada de sobreviver.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Meu 2012 nos palcos

Ontem finalizei meu ciclo nos palcos deste ano, com a apresentação de Mil Pedaços em Lajes do Muriaé. Foi um ano muito intenso. Na quantidade de eventos, produções, apresentações. Deixa eu tentar lembrar...

Pra você Gostar de Mim - Trianon
Pra você Gostar de Mim - SESC Campos
A Vaca Lelé - Trianon
A Vaca Lelé - Dr. Hermann
A Vaca Lelé - SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESI Itaperuna
De Fuxicos e Retalhos SESI Macaé.
Mil Pedaços - Temporada no Teatro de Bolso
Mil Pedaços - Itaperuna
Mil Pedaços - Laje do Muriaé
Com açúcar, com afeto - Trianon.

Recebemos um grupo novo cheio de muito gás, muita energia, que pode vir a acrescentar muito na companhia. Estou muito contente com as turmas de primeiro ano de 2012. Tanto do juvenil, quanto do infantil.
Foram muitas horas de ensaio, reuniões, planejamento. E sobretudo, foi um ano de muito aprendizado pra mim em vários aspectos. Entendi que pra uma boa parte eu não tenho mais o que ensinar. Comecei a ver alguns olhares duvidando da qualidade do meu trabalho. Algumas vezes questionando e outras até mesmo afrontando. E então eu mesmo comecei a duvidar. E em alguns momentos ter até a certeza de que não tenho mesmo muito mais o que fazer por eles. E isso foi o que mais me doeu nesse final de ano. Mas até que aprendi a lidar com isso com alguma dignidade. Embora ainda não consiga reverter essa dignidade em vontade de continuar com alguns processos.
Outra ficha que caiu é que eu sou apenas "o tio". E isso tem me incomodado pra caramba. Não tem problema quando são as crianças que me chamam assim. E quando era um adolescente/adulto eu achava até engraçado no início, eu mesmo me chamava assim. Mas depois fui percebendo que isso é sintomático. Eu me tornei apenas isso: "o tio". É como se eu tivesse 45 anos. E eu só tenho 27, caramba! Eu fico me perguntando se não está na hora de procurar a minha turma, sabe? É lógico que tem algum conflito de gerações, mas nem é tanto assim. Estou na Persona desde 2001. Vi muita gente passar por lá. Mas pela primeira vez me vejo segregado. Se por um lado eu lastimo, por outro nem tanto. É consequência do amadurecimento. O que fazer com relação a isso? Chorar e lamentar? Absolutamente! É preciso se adaptar à esse constante movimento da vida. Procurar saídas. Encontrar soluções. Abrir horizontes.

2013 ainda está nebuloso com relação à minha presença nos palcos. Lógico que vou reapresentar "Com Açúcar e Com Afeto". Lógico que vou continuar no Anel. São as duas coisas certas, sob as quais não pairam dúvidas. Quanto ao resto, vai depender da minha capacidade em transformar a dignidade que eu falei lá no outro parágrafo, em desejo e alegria de continuar.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Para duas atrizes - Quem topa?

Cena da novela "A Vida da Gente" de Lícia Manzo, originalmente protagonizada por Fernanda Vasconcelos e Marjorie Estiano. 


ANA – A gente pode conversar? (tempo)

MANU – Obrigada pelo convite, mas... Na verdade eu já tinha falado pra Júlia que eu não vou poder ir por que...
ANA – Justamente, Manuela. Por quê?
MANU – Porque eu tenho trabalho nesse dia.
ANA – Domingo? No final da tarde?
MANU – Ana, por favor...
ANA – Por favor, digo eu Manuela... Meses já se passaram e nada justifica que você continue desse jeito.
MANU – Tá, pra você... Pra você talvez...  Agora não cabe a você julgar o que eu sinto.
ANA – Eu não to julgando nada... Ao contrário, é você que tá me julgando. Aliás, você tá me condenando por conta de um erro que eu cometi...
MANU – Um erro que destruiu muita coisa, Ana. A minha confiança, por exemplo.
ANA – Desculpa, mas isso ninguém consegue destruir. A não ser que você queira. Se coloca no meu lugar...
MANU – É impossível. Porque eu já disse e repito que no seu lugar, eu jamais teria feito uma coisa dessas.
ANA – Caramba, Manuela! Você fala de um jeito que parece que eu matei. Parece...
MANU – Mas você matou! Você matou a nossa amizade. Você matou a minha confiança, você matou o amor que eu sentia e pior ainda: pra nada! Por mero capricho!
ANA – Como assim capricho? Do que você tá falando? Capricho?
MANU – Eu to falando de você ter destruído a minha relação com o Rodrigo pra nada! Porque nem coragem de bancar essa decisão, você teve! Quando eu decidi ficar com o Rodrigo lá atrás, Ana, todo mundo dizia que seu coma não tinha mais volta. Mas ainda assim foi difícil bancar a decisão de me casar com ele e eu banquei! Você sabe por quê? Porque eu sou adulta! Porque eu não daria um passo de uma decisão desse tamanho envolvendo a Júlia, pra depois amarelar e voltar atrás...
ANA – Eu não amarelei coisa nenhuma!
MANU – Eu banquei porque eu amava o Rodrigo com todo meu coração, era de um jeito que você não faz ideia, de um jeito que você não vai entender nunca, porque você não sabe o que é isso, Ana! Amor! Você usa as pessoas, Ana...  Você é o centro do Universo. E até a atenção exagerada que a mamãe sempre te deu a vida inteira e que você dizia detestar; hoje eu me pergunto se ela não te cabia muito bem, já que pelo visto...
ANA – Eu não vou levar em consideração o que você tá falando, Manuela...  Você tá magoada e...
MANU – Magoada? Magoada é pouco, eu to destruída há meses, tentando refazer a minha vida e por essa razão você não tem o direito de se fazer de vítima e vir até aqui, falando que o fato de eu ter me afastado de você é uma injustiça!
ANA (sincera e desarmada) – Desculpa... O que é que eu posso fazer pra você me perdoar?
MANU – Se afastar de mim, Ana! Me deixar em paz! Isso você pode fazer! E começa também a tomar cuidado com as outras pessoas, com o que elas sentem, porque pelo visto...
ANA – Pelo visto o que?
MANU – Pelo visto você continua fazendo a mesma coisa... Só que a vítima dessa vez é o Lúcio.
ANA – Que história é essa, Manu, de vítima? Tudo tem limite, viu Manuela? Eu não vou admitir que você fale da minha relação com o Lúcio...
MANU – Da sua o quê? Da sua relação? Relação? Relação implica em duas partes. Uma percebendo a outra, uma cedendo em nome da outra. Você não tem e nunca vai ter relação com ninguém... Sedução é uma coisa, e nisso eu admito... Nisso eu concordo que você é muito boa. Tem flerte, encantamento... Namoro... Agora, o seu repertório para por aí. E sabe por quê? Porque pra ter uma relação é preciso existir respeito mútuo. E você não respeita... Ninguém... Nem nada...  A não ser sua própria vontade.
(silêncio)
ANA – Se o tom da conversa é esse... Desculpa, mas eu vou embora...
MANU (irônica) – Isso...  Muito bom, vai embora. Vai embora...  Nem uma conversa difícil você é capaz de bancar. É isso mesmo que você faz... Vai embora, foge, dá as costas, vai embora e deixa que os outros depois arrumem o caos que você deixou...
ANA – Escuta aqui! Quem você pensa que é pra subir aí nesse seu pedestal e vir me falar de coragem? Quando na verdade...
MANU – Na verdade o quê? Do que você tá falando?
ANA – Da sua covardia... Do seu golpe baixo, de ter deixado a minha filha no momento que ela mais precisava de você!
MANU – Eu fui embora porque eu precisava. Porque eu não tinha condições naquele momento.
ANA – Ai, não tinha condições? Coitadinha, né? Não tinha condições de agir feito a adulta que você diz que é pra ajudar a própria filha?
MANU – Eu não deixei a Júlia sozinha, ela também é sua filha!
ANA – Claro! Agora que te interessa eu também sou a mãe dela!
MANU – Olha aqui, é melhor a gente encerrar essa conversa.
ANA – Melhor pra quem?! Pra você? Porque é muito fácil você apontar o dedo na minha cara como se você fosse íntegra! Como se você fosse certa!
MANU – Ah, me desculpa Ana, mas perto de você...
ANA – Perto de mim, o quê? Você, Manuela, você é o centro do universo. Você deu as costas pra minha filha no momento que ela mais precisou de você! Você deixou ela se desestabilizar, você deixou ela sofrer, me rejeitar... Porque assim... Assim você se afirmava a mãe verdadeira né? A mãe perfeita... E ainda de quebra, destruiu qualquer possibilidade de entendimento entre mim e o Rodrigo. Você me acusa de ter amarelado, de ter voltado na minha decisão, mas fique sabendo que eu não fiquei com ele por sua causa, porque você minou essa relação quando se recusou a fazer uma ponte entre mim e a Júlia! Sabe por quê? Pra se vingar... Se vingar do fato do Rodrigo ainda me amar.
MANU – CALA A BOCA, ANA! CALA A BOCA! Eu não sou obrigada a ficar ouvindo isso na minha casa!
ANA – É obrigada sim porque essa casa aqui deveria ser minha! Essa vida deveria ser minha e a Júlia É MINHA FILHA! Não é sua filha! Você ouviu bem? E a minha história com o Rodrigo, ela foi abortada duas vezes. A primeira pela minha mãe e a segunda por você... Que impediu que a gente tentasse... Quer saber? Não adianta Manuela... Não adianta... Mesmo que a gente não fique junto, mesmo que o mundo inteiro impeça, o amor que a gente sente um pelo outro vai continuar existindo... (Ana desmonta e chora.).
Silêncio.
MANU- Para... E ouve... Ouve o que você acabou de dizer... Você acabou de dizer que o seu amor pelo Rodrigo continua existindo ao mesmo tempo em que você vem aqui com esse convite de casamento idiota na mão.
ANA – Eu não quis dizer isso em relação ao Rodrigo...
MANU – Você nunca quer dizer nada, não é? Você é sempre bem-intencionada. Mas deixa eu te falar uma coisa, Ana...  De boas intenções o inferno tá cheio...  E sendo assim... Libera o Lúcio, vai... Ele é um cara bacana, ele não merece ser usado por alguém como você...

 (Ana está aos prantos e encara a irmã. Atônita, sai de cena.Agora Manuela também chora).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

I-Ching do Dia: FOGO EM CIMA, MONTANHA EMBAIXO: A VIAGEM










O I Ching nos recorda que há um momento para começar e um momento para concluir. Algo chegou ao fim e é preciso seguir adiante, ainda que o apego insista em mantê-lo controlando tudo, Lênin. Não é inteligente forçar uma situação apenas para impedir que a mudança ocorra, pois isso pode gerar apenas frustração e uma sensação de fracasso.
Observe que “algo que chegou ao fim” não é, necessariamente, uma afirmação negativa. Pode, pelo contrário, ser muito positiva, principalmente se o que chegou ao fim foi um sofrimento, uma situação insustentável, uma doença ou um problema. E também é preciso aprender a seguir adiante pois, por incrível que pareça, ficamos também apegados aos nossos sofrimentos. Confiar no desconhecido é a mensagem fundamental do fogo sobre a montanha, Lênin. Há momentos em que precisamos simplesmente saltar no abismo, na confiança de que asas nos conduzirão aonde devemos ir. O futuro reserva muitas surpresas pra você, mas apenas se você souber se desapegar do que não lhe serve mais.

Papo com o Tião - O Falso amigo.

Oi Tião.

Tava pensando aqui... É muito comum rotular de falso amigo aquele que te trai, que fala mal de você pelas costas, que só está ao seu lado por interesse, etc. Mas na verdade esses não são os piores tipos de "falsos amigos".

Pra mim, o pior é aquele que finge que se importa pra ficar bem consigo mesmo. Que te diz um "conta comigo sempre", mas nunca lembra de você pra nada. Aquele que não faz questão da sua presença. O pior "falso amigo" é quem te dá a ilusão que está ao seu lado, e quando você precisa, vê que nunca teve ninguém ali. Te dá a falsa sensação de companhia. Promete te amparar nas quedas, mas no primeiro tropeço ele se distrai com qualquer brisa. Disfarça a fragilidade da amizade, com palavras bonitas na sua rede social, com olhares profundos e versos banais de autores pop. Esse tipo de falso amigo é mais perigoso do que aquele que te maldiz no secreto. Porque te dá a falsa sensação de segurança, de proteção. Faz com que você se acomode com as "amizades" que tem, te impede de conhecer e se aprofundar em outras.

Pare e pense: Você tem algum(ns) amigo(s) assim?

Bom dia, Tião.


Tião é um travesseiro comprado na Leader Magazine que veio com um defeito de fábrica: Ele ouve. E até dá uns conselhos de vez em quando...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dark Was The Night

"Eu tive um dia terrível!" 
Nós dizemos isso o tempo todo. Uma briga com o chefe, enjoo, engarrafamento… É isso que descrevemos como terrível, quando nada de terrível está acontecendo.

Na verdade, essas são as coisas que imploramos para ter: um canal, uma auditoria federal, café espirrado nas roupas. Porque quando o terrível realmente acontece, imploramos para um Deus que não acreditamos para resgatar os pequenos horrores. E levar isso embora. Parece fácil agora a cozinha inundada, a madeira podre, a briga que lhe deixa com raiva. Ajudaria se soubéssemos o que estava por vir? Saberíamos que estes seriam os melhores momentos da vida?

Narração do 9° episódio da 8ª temporada  de Grey's Anatomy.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Dezembros.

Nos últimos anos, os meses de dezembro não têm acrescentado muita coisa pra mim. Talvez seja o mês que eu menos goste no ano. É como se fosse um hiato, um período onde nada acontece e eu fico ansioso para o ano novo que se aproxima. E tem o lance da retrospectiva, né? Acaba sendo inevitável olhar pra trás e rever o que se passou nos onze meses anteriores. O que deu certo, o que deu errado, os amores e desamores, os medos, as angústias, as conquistas; o filme passa direitinho na cabeça. E não foi pouca coisa esse ano. Eu aprendi muito.

Talvez essa implicância com o mês de dezembro seja uma bobagem. A função desse mês deve ser essa mesma. Desacelerar e permitir que a gente olhe pra trás e respire fundo pra encarar o novo ano. E acreditem, eu realmente preciso disso.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Kids

Quando se trabalha com crianças, é importante saber observar. Mas quando se ensina teatro para crianças, é fundamental. Porque cada gesto, cada briga, cada sorriso, cada palavra pode dizer muito mais do que aparenta. Os detalhes são menores em seres humanos menores. Mas nem por isso menos importantes. Muitas vezes estão pedindo ajuda. Outras, querem apenas se exibir. De fato, os pequenos são transparentes. O que falta na maioria dos casos, são adultos capazes de reconhecer e decodificar os sinais.

Crianças são inconsequentes, tanto pro lado bom quanto pro lado ruim. Não têm medo do ridículo, da fantasia, sonham, falam bobagem, dão ideias tolas, falam alto, te enlouquecem com 70 perguntas por minuto. Se machucam e acabam machucando quem amam. Brigam por vaidade, por coisas, pra provar que estão certas, quando são contrariadas, por ciúmes.

Mas e nós, adultos e maduros? Pelo que brigamos, se não pelas mesmas razões? Eu achava que com o passar dos anos as coisas iam mudar, a maturidade ia me trazer equilíbrio e serenidade pra lidar com as decepções, as dores, as mágoas. Mas nessa altura da vida eu ainda me vejo rompendo relações sólidas por que alguém não agiu como deveria em uma determinada situação, chorando por que fui deixado de lado na "brincadeira", me magoando com um "chega pra lá". Por que?

A verdade é que uma parte de nós nunca cresce, e como tudo na vida, vem com ônus e bônus. Ser como criança pode ser um elogio ou uma ofensa, depende da situação. Fato é que precisamos aprender a conviver de forma equilibrada com essa infância guardada.

Que criança eu sou nesse momento? Aquela que brigou com o amigo, mas sente falta de brincar com ele. E começa a se aproximar querendo pedir desculpa. Como naqueles momentos em que os adultos dizem "Não tem vergonha na cara mesmo. Estavam se engalfinhando e agora já estão brincando de novo." Exato. Criança não tem vergonha de pisar o orgulho e voltar atrás. É o lado bom.