quarta-feira, 28 de março de 2012

Sobre Mudanças


Mudança. Pra começar uma nova etapa na vida, a gente tem a impressão de que é preciso dar outra por encerrada. Mas e quando parece que o passado vai ficando para trás em nome de um novo que você não tem idéia de como vai ser? Expectativa e Ansiedade se misturam e você já não sabe qual te consome mais. O novo é sempre instigante, excitante. Novas descobertas, novas vivências, novos amores, nova rotina. Tudo pode ser muito bom ou muito ruim. O que é determinante é a capacidade de se adaptar ao que o destino te reservou.

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Nesse momento de grandes mudanças; surgem pessoas que passam pela sua vida e você tem a quase certeza de que jamais verá novamente. Mas também aparecem outras que você reconhece de cara que vão ficar por muito tempo ao seu lado. E vão ser parte fundamental desse processo de mudança.

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Você percebe quando algo acontece que vai mudar sua vida. Uma pessoa que entra sem pedir permissão e se joga no sofá, muda o canal da TV e se instala, dando a idéia de que não pretende sair. Mas, peraí... Quem disse que você quer que ela saia?

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E dentro dessa imensa tempestade de novidades, algumas oportunidades parecem cair do céu, presente divino. E então você quer ir além, você não se contenta em só aceitar esse presente. Você quer rasgar o embrulho e desfrutar dele logo, da maneira mais rápida possível...

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A verdade é que todos os dias; temos a chance de começar muitas e muitas coisas. O fato de haver alguma mudança repentina pode nos dar uma idéia de que ela é maior ou mais do que podemos administrar. Mas lidamos com mudanças todos os dias, o tempo todo. E em determinados momentos, reconhecer a hora de mudar, pode ser questão de sobrevivência.

terça-feira, 27 de março de 2012

Sou Brasileiro com B maiúsculo


Foi-se mais um dos gênios brasileiros. A morte de Chico Anisyo me fez pensar em como foi imprescindível pra ele ser o que ele foi, o fato de ter nascido brasileiro. Em como Chico levou pra sua arte uma porção de "Brasis" diferentes. E de como ele tinha orgulho de ser brasileiro. E reacendeu em mim essa chama, essa alegria de ter nascido aqui.

Me sinto uma ilha verde e amarela cercada por um oceano azul e vermelho. O bombardeio de cultura norte-americana que sofro todos os dias me dá a impressão de que num futuro não tão próximo, vão ser raros os pontos de cultura brasileira. A maioria das pessoas com as quais me relaciono, só sabe falar de Lady Gaga, Britney, Beyoncé, Adele. Seriados americanos. Livros americanos. Não conseguem distinguir o que é lixo do que é bom, pasteurizam tudo. É como se tudo o que viesse de lá fosse melhor. Talvez venha daí minha implicância com o que é produzido lá. Sobre a geração que veio cerca de 5, 6 anos depois da minha, tenho a impressão de que se trata de pessoas que tiveram maior facilidade no acesso a cursos de inglês, e talvez por isso o fascínio, desde muito jovens, por cultura norte-americana.

Sou Brasileiro assim. Com "B" maiúsculo. Amo ter nascido aqui, amo o sangue latino que corre nas minhas veias. Essa mistura de cores, ritmos, sotaques, crenças e sorrisos que nos fazem o país mais feliz do mundo. Apesar das mazelas que nos assombram. Apesar da corrupção. Apesar de todos nossos problemas. A cultura brasileira é sim a mais rica e diversa do mundo. Sou Tom Jobim, Villa Lobos, Chico Buarque, Renato Russo, Cartola, Elis Regina, Los Hermanos, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e tantos outras variações e cores e sons da nossa música. Sou Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Milton Hatoum, Manuel Bandeira, Machado de Assis, Caio Fernando Abreu, Vinicius de Moraes, entre outros nas letras... Sou Fernanda Montenegro, Drica Moraes, Wagner Moura e Chico Anisyo. Sou Tarsila do Amaral e Portinari. Sou Niemeyer.


Tenho muito, muito orgulho da cultura do meu país e a defenderei até o fim. O que se produz aqui não fica a desejar em NADA ao que se faz lá fora, isso quando não supera a produção estrangeira. Claro que Tenho a minha admiração pelo que se produz de qualidade em outros países, mas sei valorizar o que se produz aqui. E na verdade, acho que o que falta nessa geração é discernir o que é bom do que não é.

Sou BRASILEIRO.

domingo, 25 de março de 2012

Outra Música - Por Marla de Queiroz

E muito tempo se passou durante as horas vagas... E a música que eu escutava repetidas vezes, tive que substituir por novas vozes. Pois se é novo o momento, para que lembrar o ido, o frouxo, o genérico, o amor antigo,as coisas que foram levadas pelo vento? Eu que quero coisas de verdade, que sinto as coisas de verdade e busco histórias tão mais reais e me retiro dos platonismos com toda a falta de elegância que me foi ensinada. E não sei representar nem quando subo no palco, com os pés descalços, com a alma nua, declamando poesias que dizem o quanto eu gostei de ter sido tua. Mas agora sou minha, sou de vocês, sou do mundo outra vez.
E muito tempo se passou e durante instantes eu estive mais vaga que as horas todas. E cuidei dos vazios, e busquei os vazios inteiros, mergulhei fundo nos abismos, e achei que estar lá no fundo das coisas é tão bom quanto respirar na superfície. E das pessoas eu vi as sombras para proferir a luz, que é do mesmo tamanho. E das carícias eu recebi apenas as que tinham calor, pois este penetra a pele do poema que é a palavra.
E hoje, até posso olhar para trás, pois não sei andar de costas. Mas o passado, já dizia aquela música que escutei repetidas vezes, é uma roupa que não me serve mais.
*
Marla de Queiroz

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tô fora de moda.

Sou bestamente romântico. Desses que pode passar longos e longos minutos apenas olhando pra pessoa amada sem dizer uma palavra. Escrevo cartas. Canto na rua. Mando mensagem de bom dia e boa noite. Espero que o outro desligue o telefone. Gosto do toque. Do simples afago despretensioso do encontro no fim do dia. Acredito que sempre existe a "nossa música". Acredito até em fidelidade, vê se pode? Em pleno século XXI! Olho nos olhos. Procuro aproveitar cada momento junto, e nos momentos distantes, fico rindo feito bobo, com cara de criança.


Estou fora de moda, eu sei.

domingo, 18 de março de 2012

Relembrando Nina Arueira


 Maria da Conceição Rocha e Silva era o nome de batismo de uma campista que viveu à frente de seu tempo. Nina Arueira, nasceu em 18 de março de 1916 e ganhou da avó o apelido de “pequenina”. Estudou no Grupo Escolar João Clapp e posteriormente no Liceu de Humanidades de Campos. No início dos anos 30, em plena era Vargas, a jovem despontou no espaço cultural de Campos, com seus versos, artigos e poemas figurando nas primeiras páginas dos principais jornais locais da época, como o Monitor Campista, a Folha do Commércio e A Notícia, já dando sinais de que não se tratava de uma jovem comum aos seus dias. Defendia a ideia de que as mulheres deveriam se defender da exploração do trabalho, do preconceito. Na juventude do Partido Comunista, organizou sindicatos, participou de reuniões e panfletagens junto a operários e trabalhadores de fábricas. Em 1934, ano da Constituinte, Nina participou de um comício em Campos, no dia 1º de maio em que aconteceu uma série de tumultos, entre eles, a queima da bandeira nacional, ato cuja culpa pesou sobre Nina, e que foi amplamente divulgado pela imprensa, fazendo com que os jornais não mais publicassem os artigos dela. No ano seguinte, Nina, meses antes de se casar com Clóvis Tavares, contrai tifo e morre. O noivo então, liderou a criação da Escola Jesus Cristo, no intuito de preservar a memória da jornalista e inicialmente se dedicava à evangelização de crianças à luz da doutrina espírita, e com o passar dos anos, jovens e adultos começaram a frequentar as aulas de Clóvis. A instituição ainda funciona com aulas, pregações evangelísticas e doutrinárias e serviços de ajuda ao próximo. Nina era uma mulher extremamente espiritualizada. Uma de suas frases diz bem sobre os seus conceitos divinos: “Deus é o oceano interminável e nós somos cada qual um mediterrâneo nas reentrâncias da terra”.
Evaristo Penha, autor da biografia da jovem, escreveu: “A educação elitista que recebe o povo brasileiro, indústria a serviço da classe dominante, tentou apagar das páginas da história, os feitos da grande líder popular campista que foi Nina Arueira, a heroína quase menina, que cumpriu com destemor o papel de defensora de direito dos povos, até seu falecimento”.


domingo, 11 de março de 2012

Janelas

Não olho para fora como quem observa e acusa. Com o dedo indicador em riste apontando para os defeitos, as mesquinharias, as invejas e as misérias que cada alma carrega. Gosto de olhar pela janela e encarar o que cada um pode ter de melhor. A questão é que tem gente que esconde tão bem escondido as positividades que carrega, que parece que não tem nenhuma. Outros não alimentam o seu lado-céu, seu lado-vida e acabam por matar o que têm de bom de inanição.

Abro as janelas pra ver as possibilidades de um novo dia. Os caminhos que tenho pra seguir. O que de melhor tenho pra oferecer ao mundo em troca da minha existência. Janelas deixam o ar entrar. Mantêm a casa com frescor e com cheiro de vida. Enchem-na de sol, de calor e de luz. Janelas nos permitem contato com o mundo sem perder o aconchego e a segurança do lar. É sempre bom olhar pela janela, respirar fundo. Mas nunca se esquecer que é preciso passar pela porta e encarar a vida lá fora todos os dias. Ainda assim, olhar pela janela é e será sempre um exercício fantástico pra cada ser humano.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ausência do blog

Peço desculpas aos fiéis seguidores do blog pela ausência nesses dias, mas ando muito atarefado com a criação do site da Cia de Arte Persona. Até segunda feira ele deverá estar no ar e aí poderei voltar a me dedicar ao blog.

Abraços!

terça-feira, 6 de março de 2012

O que te dói?

O que te dói nas tardes de chuva?
Onde te machuca quando o vento sussurra as canções tristes de outono?
Será que ainda se lembra da última lágrima no travesseiro?
Quando o mundo pareceu mais do que seus ombros podiam suportar.
E a única companhia que você queria, já não podia te acompanhar em mais nada.
Cansou de esperar...
Uma dose de nó na garganta pra ajudar a engolir um sapo!
Mente com teu sorriso pra quem?
Pros amigos?
Pro mundo?
Pra si mesmo.
Mesmo quando tudo está bem, ainda há uma dor escondida.
É o que nos torna humanos.


O que te dói?


domingo, 4 de março de 2012

Em um relacionamento “fala sério” - Por Xico Sá


Texto publicado na Folha de São Paulo em 03/03/2012


Não custa nada fazer o alerta de novo.

Você amigo, você fofolete, acaba o casamento, o romance, a novela, o caso, o rolo, mas continuam acompanhando a vida do(a) ex no Orkut, no Facebook, no twitter, nas redes sociais mais intimistas.

Um desastre.

À guisa de alerta, a canção das antigas: “Risque meu nome do seu caderno/ Pois não suporto o inferno/Do nosso amor fracassado”.

Risque o meu nome do seu Facebook…

Podendo evitar, meu caro, minha princesa, evitem. Salte fora, meu rapaz, corra, Lola, corra.

Aproveitem que os laços foram cortados no plano real e passem a régua também nas espumas da virtualidade.

O mais é sofrimento à toa, reacender a fogueira do ciúme, masoquismo, perversão, sacanagem. Um risco que não vale mesmo a pena.

Qualquer recado ou post, mesmo os mais inocentes ou sem propósito, viram um inferno na terra. Para completar, tem sempre alguém mais sacana ainda e entra no jogo, dando linha na pipa da maldade.

Prefira não, amigo, caia fora mesmo, Lola.

Não adianta nem tentar dizer que não liga, que é apenas virtual, que leva na buena, que acabou tudo bem e que é civilizadíssimo. Melhor evitar aperreios no juízo.

Você já prestou atenção, meu jovem, na fartura de tragédias amorosas que tiveram como espoleta da discórdia um simples comentário na Internet, uma foto sensual no Orkut, uma alteração no status do relacionamento?

E tem outra: precisa ser muito tranqüilo para não ficar fuçando a vida do(a) entidade chamada ex. Quem resiste ai levante o dedo.

Melhor evitar o brinquedo assassino chamado ciúme, esse satanás de chifre.

Sim, tem que ser forte para cair fora, para bloqueá-lo(a), para dar um tempo inclusive na amizade forçada –não há civilização no fim do amor, a barbárie e a selvageria sempre prevalecem.

Não basta o sofrimento mais do que real da ressaca amorosa? Basta.

Ninguém segura essa onda. Claro que só uma minoria maluca chega à violência, ao inconcebível.

A maioria, mesmo silenciosa, sofre horrores, se acaba, o velho pote até aqui de mágoa, como diria o xará Buarque, faça não, caia fora, faz bem para manter a sanidade.

Risque o meu nome do seu Facebook, não me siga no twitter, eu não sou novela.

Mude o status amoroso, faça troça do brinquedo: estou em um relacionamento “fala sério”…

sábado, 3 de março de 2012

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Desafio dos 50 dias - Dia 15: A foto de um irmão/irmã de alma

Mesmo longe, mesmo que tenhamos nos distanciado nos últimos anos, sinto como se nunca pudesse deixar de amar Luciana com toda a força que existe em cada pedacinho meu. Um amor que chega a doer. Ou será que o que dóis é a saudade? Não sei direito, é tudo tão misturado que só me deixa a certeza que ela a irmã que eu não tive. Minha outra parte no mundo.


Te amo, Paixão.

quinta-feira, 1 de março de 2012

"Aproximamos as personagens de algo mais real", diz Lícia Manzo sobre o final de "A Vida da Gente"


Na reta final de “A Vida da Gente”, a autora Lícia Manzo conta em entrevista ao site oficial da novela que mudou o destino de alguns personagens  e que construiu a história deles baseadas no cotidiano, nas mudanças rotineiras, nos acertos e erros da vida.
“Várias histórias vão se tecendo à medida em que a novela se desenha. Nesse sentido, é um pouco como a vida, que vai se desdobrando ao longo do tempo, sem que saibamos previamente todas as respostas. Com relação ao impacto ou repercussão inesperada de algum núcleo ou personagem, diria que a divisão apaixonada do público entre Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) foi de fato surpreendente para mim. E também muito inspirador, porque deflagrava a complexidade da questão, e evidenciava que na vida nem sempre uma pessoa está 100% certa, e outra 100 % errada. Todo mundo erra e acerta, todo mundo alterna força e coragem, generosidade, egoísmo, grandeza, mesquinhez, decisões mais ou menos sábias, enfim, tudo faz parte de todos nós. E, ao exibir os erros de ambas, sem caracterizar uma ou outra como 'má' ou 'errada', penso que humanizamos as personagens, e as aproximamos de algo mais real ou reconhecível”, declarou a Lícia, sobre sua primeira novela.