Não é segredo pra ninguém a intensa campanha que a emissora do Jardim Botânico vem fazendo no sentido de popularizar a sua imagem, torná-la mais "povão". A questão é do que estão abrindo mão com essa iniciativa.
Quem assiste TV há alguns sabe do que estou falando. Alguém aqui lembra da qualidade das novelas, do cuidado com o texto, com os elencos, as fantásticas séries como "Incidente em Antares", "A Muralha", "A casa das Sete Mulheres", "Hilda Furacão", entre outras? Alguém explica o que fizeram com a história de Dercy? 100 anos de vida resumidos em 4 episódios corridos com uma Heloisa Perissé fazendo a eterna mesma coisa de sempre e a Fafy Siqueira parecendo o Golias. O próprio BBB que já é ruim na sua essência foi ficando cada vez mais deplorável.
Uma ou outra produção se salvam atualmente. As duas últimas novelas das seis, por exemplo, "Cordel Encantado" e "A Vida da Gente". Mas nos outros horários a coisa vem tombando há alguns anos. O horário das sete, só conseguiu um respiro com o remake de "Ti ti ti", do saudoso Cassiano Gabus Mendes. Fora isso, foi uma sequência de bobagens de Walcyr Carrasco, e a incursão do bom Bosco Brasil pelas novelas não foi feliz. Sua "Tempos Modernos" não pegou, talvez tenha se proposto a sutilezas demais.
No horário das nove também vemos uma queda de qualidade assustadora. Quem diz que Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Manoel Carlos já escrevam "Vale Tudo", "A Indomada", "Por Amor", "Força de um Desejo" entre outras? A chegada do novato João Emanuel Carneiro deu uma sacudida no velho jeito de fazer novela. Vamos esperar que sua "Avenida Brasil" mantenha o bom histórico do autor.
No jornalismo as coisas ainda soam forçadas, como o inominável Jornal Hoje. As brincadeirinhas de Evaristo e Sandra parecem saídas de um jogral (ruim) de ensino fundamental. O Bom Dia Brasil ainda se adapta à recente chegada de Chico Pinheiro. O JN trocou Fátima Bernardes por Patrícia Poeta que trouxe leveza à bancada, mas o telejornal continua sisudo demais, sem opinião (abertamente declarada, diga-se de passagem, já que a posição da empresa sobre qualquer assunto é sempre deixada clara). O Jornal da Globo é o que melhor se saiu com essa "popularização". Deixamos um Willian Waack carrancudo para trás, e agora a cada edição um mini-editorial traz a opinião do JG sobre o tema do dia. Christiane Pelajo está bem mais a vontade com a nova proposta do telejornal, que na verdade sempre se propôs a ser para um público mais selecionado, mas que se mostrava sisudo e carrancudo como o JN. Nos últimos dois anos com a troca do editor-chefe, o JG passou a ser muito mais palatável sem perder a qualidade.
Os infantis foram sumindo, "TV Colosso", "Caça Talentos", o "Sítio", foram deixados de lado em troca de enlatados da Disney como "ICarly" e "Zac e Cody". Uma pena. Os humorísticos também não são mais os mesmos. Até "A Grande Família" vem perdendo seu fôlego, embora continue dando um banho no resto que é produzido. "As Brasileiras", tem menos a ver com a obra de Stanislaw Ponte Preta que a primeira etapa da série, "As Cariocas". Um texto vulgar cheio de referências infames como "periquita em chamas". Lamentável porque a ideia era boa.
Essa "popularização" da emissora está sendo feita da forma errada, nivelando tudo por baixo, tudo a toque de caixa, sem muito aprofundamento, e consequentemente perdendo o padrão de qualidade de outros tempos.
Quem assiste TV há alguns sabe do que estou falando. Alguém aqui lembra da qualidade das novelas, do cuidado com o texto, com os elencos, as fantásticas séries como "Incidente em Antares", "A Muralha", "A casa das Sete Mulheres", "Hilda Furacão", entre outras? Alguém explica o que fizeram com a história de Dercy? 100 anos de vida resumidos em 4 episódios corridos com uma Heloisa Perissé fazendo a eterna mesma coisa de sempre e a Fafy Siqueira parecendo o Golias. O próprio BBB que já é ruim na sua essência foi ficando cada vez mais deplorável.
Uma ou outra produção se salvam atualmente. As duas últimas novelas das seis, por exemplo, "Cordel Encantado" e "A Vida da Gente". Mas nos outros horários a coisa vem tombando há alguns anos. O horário das sete, só conseguiu um respiro com o remake de "Ti ti ti", do saudoso Cassiano Gabus Mendes. Fora isso, foi uma sequência de bobagens de Walcyr Carrasco, e a incursão do bom Bosco Brasil pelas novelas não foi feliz. Sua "Tempos Modernos" não pegou, talvez tenha se proposto a sutilezas demais.
No horário das nove também vemos uma queda de qualidade assustadora. Quem diz que Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Manoel Carlos já escrevam "Vale Tudo", "A Indomada", "Por Amor", "Força de um Desejo" entre outras? A chegada do novato João Emanuel Carneiro deu uma sacudida no velho jeito de fazer novela. Vamos esperar que sua "Avenida Brasil" mantenha o bom histórico do autor.
No jornalismo as coisas ainda soam forçadas, como o inominável Jornal Hoje. As brincadeirinhas de Evaristo e Sandra parecem saídas de um jogral (ruim) de ensino fundamental. O Bom Dia Brasil ainda se adapta à recente chegada de Chico Pinheiro. O JN trocou Fátima Bernardes por Patrícia Poeta que trouxe leveza à bancada, mas o telejornal continua sisudo demais, sem opinião (abertamente declarada, diga-se de passagem, já que a posição da empresa sobre qualquer assunto é sempre deixada clara). O Jornal da Globo é o que melhor se saiu com essa "popularização". Deixamos um Willian Waack carrancudo para trás, e agora a cada edição um mini-editorial traz a opinião do JG sobre o tema do dia. Christiane Pelajo está bem mais a vontade com a nova proposta do telejornal, que na verdade sempre se propôs a ser para um público mais selecionado, mas que se mostrava sisudo e carrancudo como o JN. Nos últimos dois anos com a troca do editor-chefe, o JG passou a ser muito mais palatável sem perder a qualidade.
Os infantis foram sumindo, "TV Colosso", "Caça Talentos", o "Sítio", foram deixados de lado em troca de enlatados da Disney como "ICarly" e "Zac e Cody". Uma pena. Os humorísticos também não são mais os mesmos. Até "A Grande Família" vem perdendo seu fôlego, embora continue dando um banho no resto que é produzido. "As Brasileiras", tem menos a ver com a obra de Stanislaw Ponte Preta que a primeira etapa da série, "As Cariocas". Um texto vulgar cheio de referências infames como "periquita em chamas". Lamentável porque a ideia era boa.
Essa "popularização" da emissora está sendo feita da forma errada, nivelando tudo por baixo, tudo a toque de caixa, sem muito aprofundamento, e consequentemente perdendo o padrão de qualidade de outros tempos.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário