A cada noite, quando colocamos nossas cabeças no travesseiro, é difícil termos a humildade de reconhecer que tivemos um dia bom. Desses que não precisam de grandes eventos, mudanças repentinas ou surpresas gratas. Apenas mais um dia em que as coisas estão no lugar e seguindo o seu fluxo natural (ou o que a gente espera que seja natural). Não houve uma promoção no trabalho, nem a conclusão de um curso, muito menos o nascimento de um filho. Aparentemente é só mais um vinte e seis de fevereiro, como tantos outros que você já viveu. Mas não é. É um dia único. Onde o almoço não teve nada de diferente. Onde nenhuma novidade aparente surgiu. Mas será que isso não é motivo para gratidão?
Fomos ensinados a guardar comemorações. A só agradecer quando alguém nos faz algo de muito bom. O tempo todo somos bombardeados que estamos sempre precisando de "mais " alguma coisa. Mais dinheiro, mais amor, mais atenção, mais descanso, mais lazer, mais tesão, mais, mais, mais. Até onde esse "mais" vai?
A vida te faz leve quando você começa a se sentir agradecido pelos dias comuns. Quando o que você tem te faz feliz e te deixa com sorrisos espalhados por aí. Os dias comuns são repletos de motivos para agradecimento. Os beijos na boca, as conversas no bar, as gargalhadas das crianças, a conversa jogada fora na faculdade, o trabalho cumprido, os desabafos feitos, a família assistindo TV junta, a cama aconchegante, o sono profundo. Poderia passar dias enumerando os fatores que podem nos levar a gratidão. Gratidão a quem? Cada um acredita em alguma coisa diferente. Mas este é um sentimento que nos leva a lugares tão fantásticos, que todo mundo deveria experimentar. Não perca tempo.
Comece agora.
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