terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Preciso

Preciso de tempo
Preciso de colo
Preciso emagrecer
Preciso de planejamento
Preciso procurar emprego
Preciso ir ao dentista
Preciso arrumar meu guarda-roupa
Preciso pagar a conta de internet
Preciso respirar mais
Preciso ir ao Rio
Preciso de uma tarde com Luciana
Preciso cortar o cabelo
Preciso de um abajur novo
Preciso pintar meu quarto
Preciso cantar mais
Preciso dormir mais
Preciso orar mais
Preciso daquele senso de humor de Tamires
Preciso ser mais paciente
Preciso de boas notícias
Preciso de aulas de dança
Preciso voltar a sonhar

Preciso lembrar todo dia de tudo o que eu preciso.

Porque desde que você se foi, só consigo pensar no quanto eu preciso de você.

Papo com o Tião

Oi Tião...


Será que é só comigo que essa sensação de estar à deriva vem em todo começo de ano? Sei lá, uma sensação meio que de sem saber pra onde ir com certeza. Aí eu vou andando devagar porque tem muita névoa por enquanto, sabe?
Tô precisando de uma sacudida, essa é que é a verdade... Não sei, começar uma atividade nova, dar uma limpa em algumas coisas. Não tem aquela sensação de que você tá carregando coisa demais? Não falo só de atividades, mas coisas mesmo. E pessoas. Principalmente pessoas.
É como se tivesse um monte de gente que não mexe um fio de cabelo pra torcer a favor sabe?  Que só sabe ficar vendo a minha vida e falando, falando, falando... Um bando de Expert em porra nenhuma, que têm sempre opinião formada sobre tudo. 
A verdade, Tião, é que eu ando de saco cheio de muita gente.


Ba 'noite


E desculpa o desabafo...




Tião é um travesseiro comprado na Leader Magazine que veio com um defeito de fábrica: Ele ouve. E até dá uns conselhos de vez em quando...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alô - Por Verônica H.



"Eu tenho. Tenho um milhão de medos presos aqui nessa linha. Se você desligar, sua vida vai seguir. A minha vai ficar contida nesse aparelho eletrônico. Eu já sou contida de tantas maneiras... Na verdade eu só queria te dizer que por mais que o tempo passe, não consigo preencher meus buracos. Eu olho em volta e não procuro nada. Só porque eu sei que não há nada. Só porque eu sei que o nada que eu quero tá longe de mim. É tudo um enorme, frio e presente nada. Um vazio do tamanho da minha quase existência. Eu quase existo, sabia? Afinal, quem existe por inteiro? Eu não. Eu sou metade amada (porque ninguém me assume por inteiro); metade interessante (porque assusto quem eu quero aproximar e frustro os que ignoram minha muralha); metade culpada (porque ninguém tem obrigação de me amar de verdade quando eu crio bloqueios tristes e vazios). Se você quiser desligar, tudo bem. Eu só tava fazendo drama. Claro que eu vou sobreviver, né? Nunca precisei de uma ligação pra me manter inteira. Mas me diz, e você, tá bem?"


Mil Pedaços - Trecho Novo II


A DESILUDIDA – Às vezes faço planos. Às vezes quero ir pra algum país distante...
Voltar a ser feliz.
Já não sei dizer o que aconteceu. Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu, se meu desejo então já se realizou. O que fazer depois... Pra onde é que eu vou...

O PLATÔNICO – Percebo agora que o teu sorriso vem diferente... Quase parecendo te ferir.
Não queria te ver assim. Quero a tua força como era antes... O que tens é só teu e de nada vale fugir e não sentir mais nada...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Jogo Vencido (?)

 Não que eu precise dizer isso. Mas sabe quando você sente que o tempo passou e ainda tem um resto de sentimento? Aquele resquício de saudade e esperança tola de que tudo pode voltar atrás e ser como antes? Uma porcentagem miníma que você nem considerava mais, mas ela ainda existe. E então você se agarra a essa  pseudo-possibilidade e quer alimentá-la a todo custo, é o que seu coração manda, ordena.


Mas então o cérebro resolve funcionar e te diz que insistir nessa história é dar murro em ponta de faca, é como embalar um bebê morto. Esse filme você já viu e conhece bem o final. Mas se o cérebro fala, o coração grita. E ficamos no meio dessa discussão entre razão e emoção, tentando não sucumbir e ao mesmo tempo manter a sanidade. Não é tarefa fácil.


Desapegar um pouquinho não é tão difícil. O duro é admitir o jogo vencido.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Virgínia Woolf



Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.


Mil Pedaços - Trecho Novo


A DESILUDIDA – Aprendi o que era certo com a pessoa errada. Nada era como eu imaginava. Nem as pessoas que eu tanto amava. Me ajuda se eu quiser, me faz o que eu pedir! Não faz o que eu fizer, mas não me deixe aqui... Ninguém me perguntou se eu estava pronta. E eu fiquei completamente tonta, procurando descobrir a verdade nos meios das mentiras da cidade.

O PLATÔNICO - Não esconda tristeza de mim. Todos se afastam quando o mundo está errado... Quando o que temos é um catálogo de erros, quando precisamos de carinho
Força e cuidado. Este é o livro das flores... Este é o livro do destino... Este é o livro de nossos dias... Este é o dia de nossos amores...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ser popular: Um erro.

Eu não sei o porquê, mas no início de 2011 eu encasquetei que deveria conhecer mais gente, ser mais popular, algo mais ou menos como ter a liberdade de entrar em todas as rodinhas que encontrava à noite. Teve o seu lado bom, acabei me soltando mais. Porém isso me trouxe tanta dor-de-cabeça...

Porque nem sempre os mais "populares" são as melhores pessoas, ou boas pessoas. Então eu elegi muita gente como sendo "legal" e "descolada", que na verdade não tinha nada a acrescentar na minha vida. E na verdade nem gosta de mim. Isso acabou me gerando uma série de situações tensas, mal estar e muita dor de cabeça. 

No final do ano, entendi que esse lance de ser popular não é pra mim: Sempre fui reservado, na minha, muitas vezes passando por antipático quando na verdade é timidez. Educado eu tenho a obrigação de ser com todos. Mas na minha vida, como meus amigos, como pessoas que têm alguma relevância pra mim, ah isso é para bem poucos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu e o Teatro - Dez anos de Decote.

O primeiro passo no palco. 


"Decote" era um espetáculo baseado na obra de Nelson Rodrigues, escrito pela Cia Atores de Laura. Oito quadros que terminavam sempre com uma morte. Quando entrei, era pra fazer apenas dois quadros: O Terceiro, em que um coro de vizinhos ia se horrorizando diante de uma situação de incesto, e o quarto, onde uma irmã convence a outra de que se morrer, ela ficará linda. Era um processo de tantas descobertas, tantos conhecimentos, novas experiências... Eu não tinha fala, fazia pouca coisa, mas esse pouco pra mim já era tanto...
Faltando 3 dias para a estreia, tivemos um grave problema e um dos atores precisou ser substituído. David veio nos socorrer e entrou em quase todos os papéis. Porém, tinham um no quinto quadro que eu queria muito fazer. E na maior cara-de-pau, pedi o papel. Aí eu ganhei fala, rs. 
Estreamos com o coração na mão. O ensaio geral durou até as quatro da manhã no Teatro de Bolso. Ao longo da temporada, fomos amadurecendo no espetáculo nos papéis recém distribuídos. "Decote" gerou bordões que ficaram entre nós por muito tempo. Alguns duram até hoje:
- Fica quieta, Sofia.
- Feeeeia!
- Vai dar um trabalho quando crescer...
- O Clécio não é homem! O Clécio é seu irmão!
- Ela matou a irmã para ficar com A seu mundo...


E já fazem dez anos que "Decote" estreou. Tivemos duas formações. A primeira tinha Tainá, Rafael, Sérgio, Decinho, Bruno Gimenez, Juju, Carol, Tia Tânia, Sunshine, Vívian, David, Amazona, Bruno Franco, Gláucia que substituiu Nathalinha no Festival e eu. A Segunda formação contou com a entrada de Ludmilla, Elias, Pedrinho, Tio Chico e Rodrigo. Além disso tinha a participação de Leon e os gêmeos Júlio César e Carlos Eduardo como maqueiros, mais tarde substituídos por Luís Felipe.


Foi um espetáculo muito importante dentro da história da Cia. Foi o divisor de águas. O conceito de núcleo de pesquisas foi gerado ali. O que a escola e a companhia são hoje, nada mais é do que fruto do trabalho iniciado em "Decote".


Viajamos, ganhamos festival, fizemos duas temporadas, ganhamos uma apresentação em Búzios numa pousada maneiríssima, e encerramos a temporada dando ao SESC o maior público que ele já viu aqui em Campos numa apresentação maravilhosa. Sinto saudades imensas desse espetáculo e muita vontade de fazer denovo... 



















Quem sabe um dia?

Voltando

Oi Gente...


To uns dias sem postar, mas precisava desse final de semana em off.
Pra recomeçar os trabalhos, uma tirinha da Mafalda, que eu adoro...


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desafio dos 50 dias - Dia 10: Uma foto antiga da sua família


Biografia Legião Urbana - Parte 4


Meses depois daquele show, eles retomaram os trabalhos que dariam luz a As Quatro Estações. Estavam convencidos de que os tempos eram outros e que o processo de espiritualização individual era um caminho mais efetivo para mudanças do que os brados punks de 1978, afinal dez anos já haviam se passado. A obra de Renato Russo e, por consequência, da Legião Urbana circulava pelas fronteiras entre a ética pública e a ética privada, como definiu Arthur Dapieve no livro “Renato Russo, o Trovador Solitário”. Seja na condução do país, da coisa pública, dos meios de comunicação ou na sinceridade e respeito aos sentimentos individuais, era preciso disciplina, compaixão, bondade e coragem. Neste disco, lançado em 1989, essas esferas da vida de todo cidadão eram rediscutidas. Juntando Camões com a filosofia de textos bíblicos e budistas, a poesia de Renato chegava ao auge da forma e se tornava ainda mais precisa sobre os problemas do seu tempo. Do desgaste das relações familiares à Aids, da intolerância e dos preconceitos sexistas ao amor romântico idealizado e inatingível, a Legião Urbana encerrava os anos 80 traçando o panorama daqueles tempos e jogando luzes de esperança para dias tão sombrios.


Essa tal esperança que aparecia em As Quatro Estações coincidia com a que alimentava o processo eleitoral brasileiro. Pela primeira vez em quase trinta anos, o país voltava a vivenciar uma escolha democrática de presidente da Repúbica. O fracasso da era Sarney se redimia pela certeza de que, em breve, o povo brasileiro voltaria a ser senhor da sua história. Só que a expectativa virou trauma. Não havia mais ninguém em quem se pôr a culpa pela escolha de Collor e o preço que se pagava era caro. A cada hora que se passava, se envelhecia dez semanas. A apatia e o marasmo, frutos da incredulidade frente ao que se vivia, eram refletidos pelo novo trabalho do grupo. Em V, Renato voltava a fazer uso das figuras medievais e rômanticas, agora com mais ênfase, para tratar da tal esfera pública e se aproximava mais da simplicidade, delicadeza e despretensão ao falar das relações pessoais. A saída da falta de perspectivas para o cenário do país estava numa melhor condução das relações cotidianas. Bonfá e Dado também passavam por um processo criativo rico e as músicas da Legião ganhavam novas formas e dinâmicas. Os arranjos eram mais complexos e novos instrumentos apareciam. Antes da gravação deste disco, Renato se descobrira infectado pelo vírus HIV.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Filtro

Aprendi que preciso filtrar as pessoas que passam na minha vida


Nem todo mundo vem pra acrescentar.
Nem todo mundo tem o que acrescentar


Tem gente que entra destruindo.
Tem gente que entra te roubando sem que você veja.
Tem quem não saiba o que quer.
Tem os que querem tirar proveito.


Alguns são infantis demais.
Outros, velhos demais.


Algumas pessoas são baixas.
Algumas pessoas se vendem como interessantes e populares.
Mas são lixo.


Entendi que a vida da gente é como uma grande banca examinadora. Passam muitas pessoas por nós, todos os dias. Não podemos ficar com todas. Precisamos de olhar apurado pra ver o que realmente presta. Caso contrário, vamos entulhando um monte de lixo junto com o que é bom. E aí tudo fica com mau-cheiro.


Filtre suas amizades.


Despertar


HANSCHEN - Eu não sou muito de sentimentalismo. Por isso eu vou ser bem prático e 
claro. Meu nome é Hanschen. Hanschen Rilow. É verdade que um monte de coisas 
aconteceu  desde a última primavera. Mas não interessa ficar aqui contando, agora. O 
que interessa é que aquele encantamento foi se apagando, aos poucos. Não foi, Ernst? E 
agora fica um vazio e uma saudade... Às vezes, eu acho que eu podia, com um gesto, 
talvez tivesse impedido que aquele anjo caísse. Mas eu estava ocupado demais, 
dormindo o sono dos amantes.

DESAFIO DOS 50 DIAS - Dia 9: A foto de alguém que marcou a sua vida


Na verdade são "alguéns". Seria injusto escolher uma das duas. São duas referências, dois portos-seguros nesse mundão grande por demais. 


Luciana. O que dizer de Luciana, essa amiga que tenho há tantos anos? De todas as noites, de dias, de conversas, de sonhos, de humores, de risos, de olhares, de sensibilidade, de afeto, de idade, de energia, de fé. Essa amizade tão cheia de nuances e mistérios como a própria lua. Lua que nos une mesmo estando em cidades distantes, mas com o pensamento e o coração tão perto. Mesmo nesses últimos meses, que tenho sentido nossa amizade tão longe; quando penso que estou sozinho nesse mundo, quando parece que todos se afastam, eu fecho os olhos e lembro de Luciana. Porque sei que em qualquer estação da vida ela estará lá, com o mesmo sorriso, o peito aberto e um bom drink pra fazer esquecer tudo o que a vida faz doer. Luciana marcou a minha vida pelo simples fato de que ela é um pedaço de mim.


Tamires é um amor que ultrapassou o de homem-mulher. Não cabia, rs. É coisa de outro mundo, outras vidas, sei lá o quê. Esse sorriso, essa força, esse desprendimento, essa sede de quem precisa viver cada segundo da vida muito bem vivido me inspiram em muitos momentos. É uma ligação quase química, que eu quase arruinei. Mas ela teve uma grandeza que eu nunca vi na vida. Tão jovem, mas tão grande. Tamires é alguém que eu defendo com unhas e dentes, que eu faço questão que saibam como ela é especial. Tamires marcou um pedaço importante na minha vida, me ensinou muitas, muitas coisas. A principal delas: Nunca deixar o sonho morrer.


Amo vocês.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu e o Teatro - Parte 2 - Chegando na Persona

Em 2001, o grupo de tearo do liceu sofreu uma grande redução. Com a mudança de horário para o turno da manhã e a formatura de que quem estava no Terceiro Ano, caímos de quase 50 para 10 pessoas. Com menos gente, as aulas rendiam mais, a gente conseguia fazer mais exercícios. Ao longo do ano, alguns dos que tinham dado um tempo forma voltando, caso de Júlio e Bruno. Nesse ano, Tia Tânia estava montando "Decote" com a Persona, e Rafael e Bruno tinham sido chamados pra integrar o elenco. Eles comentavam muito sobre o texto. 
Até que um dia ela me chama pra fazer a peça também. Eu fiquei... Sei lá como eu fiquei... Como eu não tinha noção de nada eu aceitei. E então foi marcado meu primeiro ensaio na Persona.
Lembro exatamente de quando cheguei. A sala da frente estava fechada porque Tia Tânia estava ensaiando Tio Ricardo e Rosângela em "Fica comigo Esta Noite", lá. Entrei então pelos fundos, acho que estava tendo aula das turmas infantis. Passei pela cozinha e me assustei quando cheguei na salinha amarela, porque tinha mais gente do que eu esperava. Estavam lá Leon, Amazona, Carol e Rafael. Carol fez uma piadinha com o meu nome pra quebrar o gelo, rs. E então chegou a hora de ensaiar. As cenas que eu faria já estavam pré montadas, porém com Sérgio e Bruno Gimenes, que haviam pedido pra não fazer aquelas cenas pra não se sobrecarregarem com as demais. E então eu estava ali, pra fazer o coro do terceiro e quarto quadro. Eu olhei a cena e pensei "Meu Deus! Isso é muito difícil!". Mas agora já não dava pra recuar, eu tinha que encarar o desafio. Minha estreia no teatro seria com uma peça da Persona!


Mas "Decote" é um assunto que merece outro post.


Até lá.

Giulia

Já por algumas vezes eu me perguntei se eu estou dando o rumo certo à minha vida. Se deveria estar fazendo outra coisa, do que teatro. Se deveria estar terminando a faculdade.
EU acho que cada um tem um caminho. O meu é só meu. E fazer teatro, dar aula tem sido o presente mais valioso que recebi nos últimos anos. As preciosidades que têm passado pelo meu caminho nesses anos me levam a crer que sou abençoado.

Uma dessas preciosidades está ganhando asas e indo trilhar outros caminhos. Cada minuto valeu a pena. Cada degrau que você subiu nesses dois anos, cada etapa do seu crescimento pessoal e artístico foi emocionante de ver. E gratificante.

Desejo que seus caminhos e vôos sejam altos, bem altos. Que nesse ano você cresça ainda mais. Leve essa energia, essa vontade de viver, essa tempestade de emoções intensas para outros lugares. O mundo precisa que a gente te divida um pouquinho.

Estaremos aqui, vivendo nossos sonhos. E descobrindo novos. E esperando você voltar de braços abertos.

Boa Viagem.

E Boa Sorte.

Até breve.





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Verborragia


As vezes leva quase um ano pra gente ter coragem de publicar um texto. Não que eu tenha mais coragem agora. Acho que é mais vontade.


Por que você não teve a decência de falar logo que estava gostando de outra pessoa? Eu te perguntei isso com todas as letras! Você não passa de um adolescente imaturo e inseguro, incapaz de concretizar o que sente, o que pensa, se é que pensa! Essa vidinha medíocre de cidadezinha do interior, vidrado nas “divas”. Cresça, menino! Se eu quisesse uma criança, eu adotava uma. Porque é isso que você é, um menino, uma criança bobinha que não se dá conta que a vida corre a sua volta. Se hoje lamento alguma coisa, lamento por você. Porque você perdeu a chance de ter ao seu lado, alguém que tem defeitos sim, mas alguém que estava disposto a te dar todo o carinho e afeto (que você revelou não merecer), você perdeu alguém interessante, inteligente, afetivo, fiel, honesto, bonito, divertido e consciente de seus próprios vícios e virtudes. Tá vendo o que você perdeu? Vai ficar com sua vidinha medíocre de interiorano, com essa mentalidadezinha tacanha de quem acha que Campos é um grande centro. Você não me quis simplesmente porque eu sou DEMAIS pra você. Muito mais do que você pode lidar. Você se contenta com o pouco e se tem uma coisa que eu não sou, meu querido, é POUCO. Fique então com seu quatro olhos de ensino médio. Eu vou tratar de ser feliz com alguém que valha a pena. De verdade. 

Por que escrevo.

Escrevo porque preciso. Não é um luxo. Não é hobby. Trata-se de uma necessidade tão (ou mais) orgânica do que água, comida, ar. Escrevo porque as palavras saltam dessa vastidão pulsante que é o coração e desse isondável brincante cerébro. Escrevo quando me me falta chão, quando a dor me cala e me esgana o choro. Escrevo nas tardes de verão, quando as crianças abraçam o mundo com a grandeza que têm, quando os velhos sorriem o riso mais sábio, quando os jovens dançam com a urgência de que precisam salvar a própria vida (e precisam mesmo!). 
Escrevo porque é terça-feira. Escrevo os sonhos, os medos, os desejos, os amores, os ódios e as mágoas. Escrevo nos dias de nascimento e nos funerais. Quando é noite ou quando é dia, escrevo. Escrevo pra ser lembrado um dia, mesmo que meu rosto desapareça e que meu corpo pereça, minhas palavras estarão aqui como testemunha fiel, prova cabal de que eu existi nesse mundo, muito embora as vezes até eu mesmo o duvide. Escrevo para mim mesmo, pra que eu não deixe de saber quem eu fui no minuto tal, do dia tal. O que eu senti, como, o porquê. Escrevo porque a vida é bonita demais pra não ser eternizada em palavras. Escrevo em manhãs de primavera, noites de outono e madrugadas de inverno. Nos temporais. Nas luas cheias. Nos dias cinzas. 
Escrevo porque cada parte de mim é letra, é palavra. E oração.
Escrevo porque só sei ser escrevendo. 


Papo com o Tião

Oi, Tião. 
Cê tá bonzinho?


Eu to sentindo que esse 2012 vai ser um ano-moleque. Como assim o que é ano-moleque? Uai, acabei de inventar. Sabe aquele primo que chega pulando em cima das coisas, mudando tudo de lugar, fazendo a maior zorra? 
Vai ser um ano que vai trazer muitas surpresas, fazer muita arte, brincar com a cara da gente. Não tô reclamando não, sabe? Acho até que vai ser bom. Eu tô precisando sair do lugar. Ando acomodadoooo... É claro que dá medo, Tião. Mas como ouvi em Grey's Anatomy uma vez, até o medo tem seu lado bom: É sinal de que você ainda tem alguma coisa a perder.
Vou aguardar o que esse ano-moleque ainda vai aprontar.


Ba'noite Tião.


Tião é um travesseiro comprado na Leader Magazine que veio com um defeito de fábrica: Ele ouve. E até dá uns conselhos de vez em quando...

Desafio dos 50 dias - Dia 8: A foto de algo que você gostaria de estar fazendo agora


Eu e o Mar. Confidente, Energizador, Companheiro, Revigorador. Queria o Mar agora.

Eu e o Teatro - Parte 1

Começo hoje uma série aqui no Blog pra contar um pouquinho da minha história com o teatro.


Ano 2000. Após 9 anos estudando na mesma escola, eu estava diante de um desafio. O Liceu de Humanidades de Campos. Na quinta série eu já queria ir para o LHC, mas minha mãe me achava novo, achava perigoso, enfim. Agora, cá estava eu, primeiro ano do ensino médio, numa turma com alguns repetentes e por isso, alunos mais velhos. Eu estava perdido ali, sem ter com quem conversar, passava o intervalo na sala, escrevendo, desenhando, até que ouvi falar do grupo de teatro da escola. 
Lembro que quem chegou com essa novidade foi o Rafael. Rafael era o típico gordinho engraçado e falastrão da turma. Sempre simpático, me chamou pra assistir uma aula. E eu fui. 
As aulas de teatro eram depois do horário normal, por volta das 18h. Eu cheguei e logo tivemos o relaxamento. Eu lembro que eu fiquei muito assustado com aquilo hehehehe. Em seguida tivemos um exercício de blablação, em que eu fiz um ceguinho e lembro que Sunshine era do meu grupo.
Era um grupo enorme. Umas 40 pessoas, por aí. Lembro de Karen, Ariana, Pâmela, Tio Chico, Rafael, Sunshine, Felipe, Jair, Bruno Franco, Bruno Gimenez, Áurea, Iara e muitos outros. O grupo era tão grande, que nem todo mundo participou da montagem do final do ano. Eu inclusive fiquei de fora. Um pouco desapontado com isso. Mas feliz, pois comecei a me soltar, fiz algumas amizades na minha turma da escola e comecei a perceber no exercício de atuar mais que um hobby.
Entendi que aquilo duraria por muitos anos. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pós "Orações para Bobby"


Eu queria muito escrever algo nesse fim de noite, mas só consigo chorar depois de ver esse filme...


B'a noite.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Talvez Seja Real


Parte de mim que faltava.
Tanto eu esperava te ver.
Olhando o tempo eu e você, o impossível vamos viver.
Ilusão eu duvido talvez seja real.
Chegou por quanto tempo,
Amanheceu o impossível não é pecado.

Tire os olhos da parede, abra as janelas do quarto.
Como a laranja e a sede a gente ainda quer se encontrar.
Como a laranja e a sede, abra as janelas do quarto, tire os olhos da parede.

E essa parte de mim separada,
Talvez seja real.
Chegou por quanto tempo amanheceu.

(Legião Urbana)

Biografia Legião Urbana - Parte 3




Apesar e por causa da reação ensandecida dos fãs, as turnês do grupo não eram longas. O imenso circo que era preciso se formar para cada show tornava aquele ritual um tanto quanto incômodo. Emocionalmente também era tudo muito intenso e desgastante. Renato, por ser o líder em quem os fãs depositavam tantas expectativas, sofria ainda mais com aquilo tudo. O apogeu dessa catarse coletiva aconteceu em 18 de junho de 1988, em Brasília. Durante o show que marcava a volta da banda à cidade, os portões do estádio Mané Garrincha foram abertos, na tentativa de conter os que não conseguiram comprar um dos 50 mil ingressos postos à venda. Com a tensão no ar, uma série de confusões se sucederam. Violência policial, discursos inflamados, bombas caseiras e a invasão do palco por um fã alucinado que se agarrou violentamente ao vocalista. O cenário de caos terminou com a suspensão da apresentação e mais confusão. Cerca de 50 pessoas foram presas, mais de 300 ficaram feridas e uma série de péssimas lembranças como resultado. A turnê foi suspensa e, a partir dali, a Legião se voltaria ainda mais para os estúdios.