Todo mundo sabe que eu cresci dentro de um contexto cristão
evangélico e posso afirmar com toda a certeza que todos os valores morais e éticos
que aprendi têm dois responsáveis diretos: a minha família e a igreja que freqüentei
desde pirralho. Sempre tive e tenho até hoje na figura do pastor Silas Quirino
de Carvalho, o maior referencial de honestidade, ética, transparência e moral
que tive na vida. Não apenas pelo que o ouvia falar desde os meus seis anos de
idade. Mas por todas as atitudes, decisões que o vi tomar ao longo dos anos nas
mais diversas e adversas situações. É um homem que eu respeito e admiro muito,
além do carinho que tenho por ele e por sua família. Assim como ele, durante os
anos na igreja vi muitos homens e mulheres admiráveis pela sincera busca de
Deus, de algo maior, de vida íntegra e justa diante daquilo que crêem. Porém, dentro
do contexto da igreja evangélica, como em qualquer lugar do mundo, qualquer
religião, trabalho, escola, segmento da sociedade, existem os lobos em pele de
cordeiro, aqueles que se aproveitam da boa fé das pessoas. E por ter passado
tantos anos dentro da igreja, após tanto ensinamento, depois de tanto ter
convivido com pessoas sérias, fica muito fácil identificar os falsos profetas
de hoje. E esses têm nome e sobrenome: Valdemiro Santiago, Edir Macedo, R.R
Soares, Silas Malafaia e milhares de outros que de forma sórdida, usam o nome
de Deus e a fé alheia para encherem os próprios bolsos. Tenho a certeza que
dentre o “rebanho” destes, existem pessoas de boa índole, de caráter, mas que
contudo, não conseguem enxergar quem são seus líderes.
Não preciso me retratar aqui com o velho discurso de “eu respeito
a religião de todos, etc...”. O que eu respeito é a fé de cada um, a crença (ou
não-crença) que cada indivíduo carrega consigo. Tenho muitos amigos, e amigos
mesmo no sentido amplo da palavra que são evangélicos e são pessoas extraordinárias,
gente que eu amo de paixão. Eu creio em Deus, creio em Jesus, essa é sim a
minha fé. E essa mesma fé não me impede de ser cidadão pensante, não me torna
cego diante das imensas quadrilhas disfarçadas de igrejas que têm se
multiplicado em nossos dias. Não posso compactuar com esse nojo.
Era só isso que eu queria deixar claro.
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