Ontem finalizei meu ciclo nos palcos deste ano, com a apresentação de Mil Pedaços em Lajes do Muriaé. Foi um ano muito intenso. Na quantidade de eventos, produções, apresentações. Deixa eu tentar lembrar...
Pra você Gostar de Mim - Trianon
Pra você Gostar de Mim - SESC Campos
A Vaca Lelé - Trianon
A Vaca Lelé - Dr. Hermann
A Vaca Lelé - SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESI Itaperuna
De Fuxicos e Retalhos SESI Macaé.
Mil Pedaços - Temporada no Teatro de Bolso
Mil Pedaços - Itaperuna
Mil Pedaços - Laje do Muriaé
Com açúcar, com afeto - Trianon.
Recebemos um grupo novo cheio de muito gás, muita energia, que pode vir a acrescentar muito na companhia. Estou muito contente com as turmas de primeiro ano de 2012. Tanto do juvenil, quanto do infantil.
Foram muitas horas de ensaio, reuniões, planejamento. E sobretudo, foi um ano de muito aprendizado pra mim em vários aspectos. Entendi que pra uma boa parte eu não tenho mais o que ensinar. Comecei a ver alguns olhares duvidando da qualidade do meu trabalho. Algumas vezes questionando e outras até mesmo afrontando. E então eu mesmo comecei a duvidar. E em alguns momentos ter até a certeza de que não tenho mesmo muito mais o que fazer por eles. E isso foi o que mais me doeu nesse final de ano. Mas até que aprendi a lidar com isso com alguma dignidade. Embora ainda não consiga reverter essa dignidade em vontade de continuar com alguns processos.
Outra ficha que caiu é que eu sou apenas "o tio". E isso tem me incomodado pra caramba. Não tem problema quando são as crianças que me chamam assim. E quando era um adolescente/adulto eu achava até engraçado no início, eu mesmo me chamava assim. Mas depois fui percebendo que isso é sintomático. Eu me tornei apenas isso: "o tio". É como se eu tivesse 45 anos. E eu só tenho 27, caramba! Eu fico me perguntando se não está na hora de procurar a minha turma, sabe? É lógico que tem algum conflito de gerações, mas nem é tanto assim. Estou na Persona desde 2001. Vi muita gente passar por lá. Mas pela primeira vez me vejo segregado. Se por um lado eu lastimo, por outro nem tanto. É consequência do amadurecimento. O que fazer com relação a isso? Chorar e lamentar? Absolutamente! É preciso se adaptar à esse constante movimento da vida. Procurar saídas. Encontrar soluções. Abrir horizontes.
2013 ainda está nebuloso com relação à minha presença nos palcos. Lógico que vou reapresentar "Com Açúcar e Com Afeto". Lógico que vou continuar no Anel. São as duas coisas certas, sob as quais não pairam dúvidas. Quanto ao resto, vai depender da minha capacidade em transformar a dignidade que eu falei lá no outro parágrafo, em desejo e alegria de continuar.
Pra você Gostar de Mim - Trianon
Pra você Gostar de Mim - SESC Campos
A Vaca Lelé - Trianon
A Vaca Lelé - Dr. Hermann
A Vaca Lelé - SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESC Campos
De Fuxicos e Retalhos SESI Itaperuna
De Fuxicos e Retalhos SESI Macaé.
Mil Pedaços - Temporada no Teatro de Bolso
Mil Pedaços - Itaperuna
Mil Pedaços - Laje do Muriaé
Com açúcar, com afeto - Trianon.
Recebemos um grupo novo cheio de muito gás, muita energia, que pode vir a acrescentar muito na companhia. Estou muito contente com as turmas de primeiro ano de 2012. Tanto do juvenil, quanto do infantil.
Foram muitas horas de ensaio, reuniões, planejamento. E sobretudo, foi um ano de muito aprendizado pra mim em vários aspectos. Entendi que pra uma boa parte eu não tenho mais o que ensinar. Comecei a ver alguns olhares duvidando da qualidade do meu trabalho. Algumas vezes questionando e outras até mesmo afrontando. E então eu mesmo comecei a duvidar. E em alguns momentos ter até a certeza de que não tenho mesmo muito mais o que fazer por eles. E isso foi o que mais me doeu nesse final de ano. Mas até que aprendi a lidar com isso com alguma dignidade. Embora ainda não consiga reverter essa dignidade em vontade de continuar com alguns processos.
Outra ficha que caiu é que eu sou apenas "o tio". E isso tem me incomodado pra caramba. Não tem problema quando são as crianças que me chamam assim. E quando era um adolescente/adulto eu achava até engraçado no início, eu mesmo me chamava assim. Mas depois fui percebendo que isso é sintomático. Eu me tornei apenas isso: "o tio". É como se eu tivesse 45 anos. E eu só tenho 27, caramba! Eu fico me perguntando se não está na hora de procurar a minha turma, sabe? É lógico que tem algum conflito de gerações, mas nem é tanto assim. Estou na Persona desde 2001. Vi muita gente passar por lá. Mas pela primeira vez me vejo segregado. Se por um lado eu lastimo, por outro nem tanto. É consequência do amadurecimento. O que fazer com relação a isso? Chorar e lamentar? Absolutamente! É preciso se adaptar à esse constante movimento da vida. Procurar saídas. Encontrar soluções. Abrir horizontes.
2013 ainda está nebuloso com relação à minha presença nos palcos. Lógico que vou reapresentar "Com Açúcar e Com Afeto". Lógico que vou continuar no Anel. São as duas coisas certas, sob as quais não pairam dúvidas. Quanto ao resto, vai depender da minha capacidade em transformar a dignidade que eu falei lá no outro parágrafo, em desejo e alegria de continuar.
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