Antes de começar, é importante analisar o gênero do filme. "De pernas pro ar 2", assim como o primeiro da série, não se propõe a ser nada mais que um besteirol. Desses que vemos aos montes em Hollywood. O filme não se propõe a discutir temas profundos ou a renovar o gênero do humor nos cinemas; é entretenimento puro e simples. E o faz muito bem.
Ingrid Guimarães é uma craque na comédia. Acha uns tons, umas pausas que são só dela. Tal qual Maria Clara Gueiros, é uma atriz de um personagem só, mas esse personagem funciona bem pra caramba em várias situações e histórias. Com a alta qualidade da película, também dá pra perceber como a figura de Ingrid é estranha e em alguns momentos, feia mesmo. Mas ela consegue prender o espectador direitinho e é quem conduz o filme.
Do primeiro filme temos Bruno Garcia, Cristina Pereira, Maria Paula, Denise Weinberg e Eduardo Mello. Bruno Garcia é um grande ator e nessa continuação tem o destaque merecido que ficou faltando no filme anterior. Maria Paula, como Ingrid, interpreta o mesmíssimo tipo de sempre, mas incomoda menos que o de costume. Cristina Pereira como a empregada de Governador Valadares em Nova York, proporciona um dos melhores momentos do filme, que conta ainda com participações de Tatá Werneck, Luís Miranda, Christine Fernandes, Rodrigo Sant'anna e Eriberto Leão. A aparição de Tatá é pequena, ficou com gosto de quero mais. Rodrigo, marcado pelos tipos carimbados de Zorra Total, consegue arrancar boas gargalhadas como o garçom que finge que é de Governador Valadares, mas na verdade é de Nova Iguaçu. Eriberto Leão, sinceramente, conseguiu me cansar mais que a Maria Paula.
A produção é caprichada (exceto na cena em que a personagem de Denise Weinberg deveria estar em Nova York, mas foi claramente feita em chromakey). As locações foram muito bem escolhidas e o roteiro de Paulo Cursino e Marcelo Saback não perde o fôlego em momento algum.
É claro que a sequência veio na onda do estouro de bilheteria do primeiro filme. Mas esse consegue apresentar um humor ainda mais afiado, inteligente e que ao contrário dos filmes de Bruno Mazzeo, não apela pra grosseria e não ofende o espectador com argumentos machistas e antiquados.
Pelo final do filme, podemos esperar uma terceira aventura de Alice. "De pernas pro ar" é um besteirol brasileiro sim, com muito orgulho. E não deixa nada a desejar pro modelo americano.
Ingrid Guimarães é uma craque na comédia. Acha uns tons, umas pausas que são só dela. Tal qual Maria Clara Gueiros, é uma atriz de um personagem só, mas esse personagem funciona bem pra caramba em várias situações e histórias. Com a alta qualidade da película, também dá pra perceber como a figura de Ingrid é estranha e em alguns momentos, feia mesmo. Mas ela consegue prender o espectador direitinho e é quem conduz o filme.
Do primeiro filme temos Bruno Garcia, Cristina Pereira, Maria Paula, Denise Weinberg e Eduardo Mello. Bruno Garcia é um grande ator e nessa continuação tem o destaque merecido que ficou faltando no filme anterior. Maria Paula, como Ingrid, interpreta o mesmíssimo tipo de sempre, mas incomoda menos que o de costume. Cristina Pereira como a empregada de Governador Valadares em Nova York, proporciona um dos melhores momentos do filme, que conta ainda com participações de Tatá Werneck, Luís Miranda, Christine Fernandes, Rodrigo Sant'anna e Eriberto Leão. A aparição de Tatá é pequena, ficou com gosto de quero mais. Rodrigo, marcado pelos tipos carimbados de Zorra Total, consegue arrancar boas gargalhadas como o garçom que finge que é de Governador Valadares, mas na verdade é de Nova Iguaçu. Eriberto Leão, sinceramente, conseguiu me cansar mais que a Maria Paula.
A produção é caprichada (exceto na cena em que a personagem de Denise Weinberg deveria estar em Nova York, mas foi claramente feita em chromakey). As locações foram muito bem escolhidas e o roteiro de Paulo Cursino e Marcelo Saback não perde o fôlego em momento algum.
É claro que a sequência veio na onda do estouro de bilheteria do primeiro filme. Mas esse consegue apresentar um humor ainda mais afiado, inteligente e que ao contrário dos filmes de Bruno Mazzeo, não apela pra grosseria e não ofende o espectador com argumentos machistas e antiquados.
Pelo final do filme, podemos esperar uma terceira aventura de Alice. "De pernas pro ar" é um besteirol brasileiro sim, com muito orgulho. E não deixa nada a desejar pro modelo americano.

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